terça-feira, 2 de março de 2010

Mandrágora em Catalão e Occitano

http://kosmosfolk.blogspot.com/2009/06/principal_15.html

Check it out!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mandrágora no Expresso

"A música urbana de fusão tem passado, presente e futuro pois compatibiliza sons estilizados ao sagrado.

Na primeira década deste século são boas as surpresas que jovens músicos nos têm apresentado entre raízes tradicionais portuguesas e europeias, jazz, rock, etc. Uxu Kalhus, Dazkarieh e Mandrágora são nomes que têm internacionalizado a nossa música em festivais no velho continente e não só.

Filipa Santos (flautas, saxofone, gaita de foles), Ricardo Lopes (percussões, futujara), Pedro Viana (guitarra clássica), Nuno Silva (bouzouki, dulcimer) e Martim Torres (Baixo, contrabaixo) constituem a banda portuense que tem por discografia "Mandrágora" (2005) e "Escarpa" (2008)."

in Expresso - Sergio Bastos

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Cartaz do Festival MAMA AFRICA!

já agora aproveito para informar da alteração da data do concerto, antes era 6 domingo agora é 4 sexta-feira do mês de Setembro.
Brigas
Ricardo

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Grande Entrevista - Filipa Santos fala sobre a música folk em Portugal

PL - Filipa se em poucas palavras tivesse que definir os Mandrágora para o público apreciador de Musica Folk, como o faria?

Filipa Santos - Os Mandrágora são um grupo que toca/compõe musica instrumental e que parte do fraseado e estruturas harmónicas da nossa música de raíz tradicional para criar temas originais populares. Como os músicos do grupo ouvem não só música de raíz tradicional como também outros estilos musicais, o som moderno criado reflecte essa diversidade de influências. Por vezes fazemos arranjos de temas tradicionais mas o habitual é criarmos as nossas próprias composições que podem reflectir várias perspectivas, mas procurando sempre não nos afastar da nossa música popular.

PL - No panorama da world music temos tido vários exemplos de sucesso de Portugal no estrangeiro tais como Mariza e mais recentemente os Buraka Som Sistema, acha que ainda é difícil para uma banda portuguesa a almejada internacionalização?

FS - Desde o seu início o grupo tem tocado no estrangeiro, mas revela-se sempre muito complicado ter uma tourné de espectaculos fora de Portugal pois isso parte do trabalho das agências/produtoras portuguesas que salvo raras excepções têm dificuldade em impor-se no mercado internacional. Tem sido difícil promover a nossa música de raíz tradicional lá fora pois os promotores não querem arriscar e preferem apostar em estilos mais seguros como é o caso do fado. A Internet revela-se, porém uma ferramenta indispensável na divulgação da nossa música no estrangeiro.

PL - Bretanha, Croácia e em breve Atenas. No entanto, são poucos os registos de actuações dos Mandrágora na nossa cidade de Lisboa. A que se deve este fenómeno?

FS - Temos sempre tido oportunidade de tocar no estrangeiro, mais frequentemente em Espanha e França cujo público está atento e adere muito facilmente a manifestações culturais. Isto permite a continuidade destes eventos pois já é habitual para este público ver e ouvir espectáculos. Já tocámos em Lisboa no Mosteiro dos Jerónimos no âmbito das celebrações do dia Nacional dos Museus, mas de resto os convites que nos foram feitos não apresentavam as condições financeiras mínimas para actuarmos. Gostávamos muito de actuar num bom palco em Lisboa, uma vez que foi na Area Metropolitana desta cidade que o grupo conheceu o seu maior exito em 2006, ao obter o Prémio Carlos Paredes para música instrumental ex-aequo com o grande músico Bernardo Sassetti.

PL - A Filipa esteve sempre ligada ao Norte do País, nomeadamente à cidade do Porto que desde há vários anos acolhe o Festival Intercéltico e tem um dos palcos mais importantes da música portuguesa – a Casa da Música. Acha que Lisboa ainda não foi ganha para a música folk?

FS - Tivemos o previlégio de tocar na Casa da Música no 1º Festival de Música Tradicional, evento que só inclui grupos portugueses e em que os bilhetes esgotaram 2 dias antes do evento. Isto prova que a nossa música tem aceitação e que chama muito público, basta que a promoção seja bem feita e atempadamente . Penso que em Lisboa há uma grande diversidade de oferta musical e há grande dinamismo da iniciativa privada, dos bares e pequenas salas de espectáculo, mas estes normalmente não conseguem reunir as condições minimas para oferecer a grupos que não sejam de lá, pois os cachets dependem das receitas geradas pela bilheteira. Cabe à Autarquia incentivar estes pequenos agentes e permitir alargar o leque de oferta para estes conseguirem incluir nas suas programações grupos do resto do país. Em Lisboa existe um movimento folk, ou seja há gente atenta ao que se passa na nossa música popular, por isso era de esperar que a autarquia aproveitasse essa dinãmica para realizar um pequeno festival ou até pequenos eventos pontuais para promover a nossa cultura. Quando visitas um país estrangeiro vais procurar o que se passa culturalmente nesse país, vais ver museus, concertos, exposições, mas queres ver arte que te dê informação sobre a sua especificidade cultural.

PL - Este ano os Mandrágora comemoram o seu 10º.aniversário de carreira já com 2 álbuns lançados e actuações um pouco por toda a Europa. Qual será o próximo passo?

FS - Como temos agora uma nova formação, pensamos gravar um próximo disco em 2010. Entretanto vamos continuar a divulgar o nosso mais recente registo Escarpa.

PL - Se a Filipa fosse nomeada hoje mesmo Ministra da Cultura quais eram as suas 3 primeiras medidas para apoiar a música portuguesa de qualidade?

FS - Penso que o Governo deveria limitar ao mínimo a divulgação de arte estrangeira em organismos públicos. Ainda se continua a ouvir muita música estrangeira de qualidade duvidosa nas rádios públicas. Na televisão quase não se vêem concertos ou Teatro português, salvo em programas informativos. É também curioso o que se passa com os Auditórios que se vão multiplicando pelo país. Vemos muitas salas de espectáculo de dimensões desmesuradas com parativamente à procura de eventos culturais em certas localidades. Gasta-se muito dinheiro público a edificar essas salas e depois o que acontece normalmente é não haver orçamento para uma programação regular e consistente. Os programadores optam muitas vezes por artistas estrangeiros ou artistas nacionais já consagrados para não correrem riscos. Além disto penso que os programadores deveriam ter uma estratégia mais pedagógica na divulgação da nossa arte porque têm o dever de instruir os públicos. Além disto os programadores deveriam ter consciência da importância de promover estes eventos, caso contrário a informação só chegará ao público atento e teremos auditórios com muito pouco público comparativamente ao que se gasta na concretização destes projectos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Rescaldo do Tonalidades 09

"Em noite de reciclagens, os portuenses Mandrágora e os irresistíveis Dead Combo provaram ser ainda possível trilhar novos e diversificados caminhos na música portuguesa, inclusive explorando as suas raízes tradicionais. Partilham a opção pela via exclusivamente instrumental e o gosto pela reinvenção sofisticada de cânones estabelecidos como a tradição do fado e o folclore.

Os Mandrágora vieram revelar a sua apetência em conjugar a folk com standards folclóricos e a validade da proposta apresentada demonstra que este colectivo não pode ficar na rectaguarda do que tem sido feito actualmente na música portuguesa. Chegam a Espinho com «Escarpa» na bagagem, aquele que é já o segundo registo de originais deste grupo de cinco elementos. Os mais desprevenidos terão ficado surpreendidos com os apontamentos tirados à gaita de foles de Filipa Santos ou o contrabaixo de Martim Torres, mas há muito mais neste festim de tradições musicais reinventadas. À passagem por temas como «Mija Velhas» ou «Odelouca» pairaram no ar evocações díspares, desde ambientes medievais a fluxos jazzísticos aqui e além. E, se faixas como «O Aranganho» resvalaram para um pós-rock embrulhado em folk, não é de estranhar. É mesmo a imprevisibilidade da música desta banda do Porto. "

Texto de Eugenia Azevedo - Disco Digital